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20 de agosto de 2016

Família, Alicerçada em Deus, dá Certo

Queridos irmãos, nesta Semana da Família estabelecida pela Pastoral da Família da CNBB, queremos dirigir uma mensagem aos casais que enfrentam muitas dificuldades na condução de suas famílias e, também aos casais de noivos, que estão sonhando com o dia em que, no altar do Senhor, selarão este pacto de amor, através da ação do Espírito Santo.

Nos tempos atuais, o Inimigo tem investido ferozmente em ataques contra a Família, instituição de caráter divino (Gn 1,27). Tem-se difusas ideias como: “casamento é o bom viver. Não precisa do Sacramento”, “Não vale apena ter filhos, por causa das drogas, da violência em geral, pois estes quando crescem só dão trabalho”, “Família necessariamente não precisa ser formada por duas pessoas de sexos opostos”.

Tais concepções, vão entrando em nossa mente e muitas das vezes, até influenciam em nossas decisões. Por isso, que, com o nosso testemunho, queremos levar aos casais uma mensagem de que vale sim apena formar uma família, pois se a construirmos alicerçada em Deus, não estará fadada ao fracasso e sim ao sucesso, porque tudo podemos Naquele que nos fortalece (Fil 4, 13).

Há 23 anos atrás, algumas concepções como as citadas acima e outras já eram correntes em nosso meio. Lembramos de um fato que marcou. Em nossa Paróquia tinha um padre que dizia “quem ganha apenas um salário mínimo não pode casar”. Esta frase, no primeiro momento, nos inquietou, pois já estávamos noivos e apenas um trabalhava e recebia exatamente um salário mínimo. Entretanto, como éramos de caminhada em um grupo de oração da RCC, colocamos diante do Santíssimo esta questão e todas as demais inquietações: não tínhamos casa própria, o desejo de ter filhos etc.

No dia 10 de dezembro de 1993, mesmo sem ter tudo o que o “mundo” diz ser indispensável para formar uma família, refiro-me a bens materiais, e que são importantes, mas não determinantes, decidimos, após quatro anos e meio de namoro, comparecer ao Altar do Senhor e selar o nosso amor. 

Não demorou muito para que as bênçãos de Deus começassem a ser derramadas. No dia 23 de dezembro do mesmo ano, eu (Gilson) recebi a correspondência do Tribunal de Justiça de Sergipe para assumir o cargo de Técnico Judiciário, fruto de um concurso que tinha feito há quase quatro anos atrás. Tomei posse e passei a ganhar cinco salários mínimos. Seis meses depois, minha esposa ficou grávida. Morávamos numa casinha alugada de apenas dois compartimentos, todos bem apertadinhos. Mas nosso filho Deninho foi recebido com muita alegria e ali cresceu e viveu um bom tempo, fazendo a alegria da casa.

Anos depois, através de um programa do Governo Federal, fomos agraciados por Deus com uma casa grande em um Bairro nobre de nossa Capital, na qual vivemos até hoje. Nosso filho cresceu e hoje faz faculdade e, o mais importante, guarda a semente da Palavra de Deus, que desde pequenino, nos retiros da RCC, foi plantada em seu coração.

Podemos hoje, depois de 23 anos de casamento, enfrentando muitas dificuldades, é verdade, mas sempre seguros nas mãos de Deus, podemos dizer: Obrigado Senhor por nos fazer conhecer e nos unidos pelo Sacramento da Ordem, pelo filho que nos destes, pelos bens materiais concedidos e, principalmente pelos espirituais, adquiridos durante a caminhada no GO.
“Onde tem Família tem Alegria”

Gilson Rodrigues e Joelma da S. Rodrigues
Coordenadores Estaduais do Ministério Para as Famílias
 
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