Notícias

Ministérios

14 de agosto de 2019

A Família Como Vai?

Este é o tema da Semana Nacional da Família, que ocorre de 11 a 17 de agosto do corrente ano. Criada em 1992, pela Pastoral Familiar, em consonância com a CNBB, é um evento anual e integra o calendário das paróquias e comunidades de todo o Brasil.

A Semana Nacional da Família é inserida no mês de agosto, dedicado às vocações. Nada mais propício, porque a primeira vocação do homem é ser família. Nascemos e crescemos numa família. É nela que recebemos os fundamentos da nossa fé cristã e através dela somos inseridos na grande família do povo de Deus – a Igreja.

O tema deste ano “A Família como Vai? É um resgate do tema da Campanha da Fraternidade de 1994 e tem como objetivo verificar o quanto a família evoluiu de lá para cá.

O subsídio “A Hora da Família” traz como exemplo, para nos ajudar a dar uma resposta a Deus, a história de Santo Expedito, que ficou conhecido como o santo das causas urgentes, devido a um episódio onde um espírito do mal apareceu-lhe em forma de corvo, dizendo: “Crás...! Crás...! Crás...! (em latim: “Amanhã...! Amanhã...! Amanhã...!”). Eis a proposta do Maligno: Deixe para amanhã, não tenha pressa, adie a sua conversão. Qual foi a atitude de Santo Expedito? Pisoteou o corvo, esmagando-o e gritando: “HODIE”, que significa “HOJE”.

Queridos irmãos, nos dias atuais, o Enganador adentra as nossas casas através dos meios de comunicação, especialmente a televisão e as redes sociais, propondo que vivamos conforme os apetites da carne. Nada de renúncia, fidelidade conjugal, castidade, obediência, respeito, oração, Igreja, missas, reunião de Grupo de Oração. Estas são atitudes retrógradas, perda de tempo. Temos que curtir a vida intensamente, de forma totalmente contrária aos ensinamentos da Igreja.

Diante de tais propostas do “Encardido”, como dizia o Padre Léo, de saudosa memória, qual tem sido a nossa resposta como família cristã? Temos sucumbido a elas, juntando-nos, por modismo, ao time dos escarnecedores ou temos, a exemplo de Santo Expedito, expulsado para longe de nossas famílias o Maligno, a partir de um testemunho de verdadeira conversão? Porque “...os desejos da carne se opõe ao do Espírito...” (Gal 5,17).

A Família Como Vai? Para responder se a nossa vai bem, faz-se necessário saber a sua natureza e a que vocação ela é chamada. Certa feita, os fariseus perguntaram a Jesus se era permitido separar-se da esposa e porque Moisés permitiu o divórcio. Jesus respondeu-lhes: 

"Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu... É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim." Mt 19,4-8

A natureza da família é de origem divina. Foi o próprio Deus que a instituiu, dotando-a de sua constituição fundamental (Catec. 2203) A sua vocação é o amor entre os seus membros - cônjuges e filhos (Catec. 2201). Amor que requer fidelidade, compromisso. Amor capaz de suportar e superar todos os obstáculos que se apresentam na caminhada.

Queridos irmãos em Cristo e demais leitores, queremos concluir este artigo, fazendo um resumo da história da nossa família.

Eu e Joelma nos conhecemos, por providência divina, numa noite do Bairro onde morávamos. A partir daí começou a fase de paquera. A convidei a frequentar às reuniões do Grupo de Oração. Em seguida, iniciamos o namoro. Quatro anos e meio mais tarde, estávamos diante do Altar do Senhor para selar, de forma sacramental e definitiva, o nosso amor.

Casamos sem ter as ditas condições materiais normais (casa, bom emprego etc). Mas nada disso naquele momento nos importava, porque o principal não nos faltava – Deus. Além de estarmos conscientes da força do nosso amor, que seria capaz de suportar as dificuldades.

Em 1995 recebemos um presente do Céu, o nosso primogênito – Deninho. Aí aumentou a felicidade. Onde tem criança, tem alegria. Anos depois, nasceu um filho prematura, que partiu para junto do Pai após ser batizado pelo médico na própria maternidade. Recebeu o meu nome. Glória a Deus. Temos um anjo a interceder por nós.

Continuamos firme no Grupo de Oração, criando e educando o nosso filho na sã doutrina do Senhor e da Igreja. Deus, que é rico em misericórdia, nos abençoou com um emprego melhor, com casa e carro próprios. O filho está formado.

Vinte e cinco anos após a entrega das alianças, naquela simples Capela do Sagrado Coração de Jesus, hoje Paróquia, podemos dizer: Tudo valeu a pena. Como é bom ser família. Porque ONDE TEM FAMÍLIA, TEM ALEGRIA.

Agradecemos a Deus pela inspiração para escrever e a você querido irmão pela paciência em ler este artigo. Pedimos a sua oração por nossa família e estaremos orando em favor da sua.


Gilson Rodrigues e Joelma da S. Rodrigues
Coordenadores do Ministério para Famílias da RCC Sergipe

2 de agosto de 2019

Agosto Jubilar: É festa da Renovação Carismática Católica do Brasil


"Se não for para ser santo e santificar, não vale a pena servir."


Amados irmãos e irmãs, a paz!

Em 15 de agosto de 1969, em Campinas, São Paulo,  um pequeno  movimento de jovens deu origem ao primeiro grupo da Renovação Carismática Católica. Nesse ano de 2019, a Renovação Carismática Católica do Brasil completa 50 anos.

Um momento tão importante requer também uma grande comemoração, por isso, para melhor celebrarmos o nosso aniversário, viveremos o AGOSTO JUBILAR, um mês  de festa, alegria, partilha, amor, caridade, de volta ao primeiro amor, ir ao encontro do outro e celebrarmos.

Somos um povo que busca viver a santidade diariamente, na oração de louvor e em línguas, na Eucaristia, reza do Terço, leitura da Bíblia e jejum.  Somos aqueles que  mesmo na correria do dia a dia tentamos evangelizar com o sorriso, que lutamos para evangelizar com a vida.

Dos Grupos de Oração famílias foram formadas e restauradas, vocações brotaram. Quantos sacerdotes, religiosos e religiosas descobriram sua vocação em um Grupo de Oração. Quantas vidas doados ao Serviço do Reino. E nesse mês louvaremos a Deus por tudo que vivemos até aqui, pelas dificuldades e alegrias, pois damos graças e louvores porque Deus é bom!

Como sugestão de ações para os Grupos de Oração realizarem este mês destacaremos aqui algumas que o Conselho Estadual da Renovação Carismática Católica de Sergipe discerniu:

- Missa em ação de graças pelos 50 anos da RCC no Brasil (se possível dia 15 de agosto início da RCC no Brasil);

- Grupo de Oração na praça;

- Evangelização porta a porta;

- Evangelização nas Escolas;

- Visitas missionárias  a asilos e hospitais; 

- Ações solidárias;

- Fazer memória e agradecimentos aos pioneiros do Grupo de Oração.

- Visitar irmãos que se afastaram do Grupo de Oração;

- GOU's Jubilares.

- Realizar Louvorzão, Caminhadas, Arrastões, momentos celebrativos e de vivência fraterna. 


Que este mês de agosto,  seja memorável e marcante na vida de todos nós, pedindo sempre uma nova Efusão do Espírito Santo, pela intercessão de Maria.

Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós que recorremos a Vós!



Abraços fraternos!

Edna Bezerra da Silva

Coordenadora Estadual da RCC Sergipe



9 de junho de 2019

Papa: sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço



"Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação. Do ninho à seita, o passo é curto: quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos".

Cidade do Vaticano

Na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra;
"O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações.

Até à Ascensão de Jesus, aguardavam um Reino de Deus para eles (cf. At 1, 6), agora estão ansiosos por alcançar fronteiras desconhecidas. Antes, quase nunca falaram em público e muitas vezes, quando o fizeram, criaram problemas como Pedro que renegou Jesus; agora falam corajosamente a todos. Em resumo, a história dos discípulos, que parecia ter chegado ao fim, é renovada pela juventude do Espírito: aqueles jovens, que dominados pela incerteza se sentiam no fim, foram transformados por uma alegria que os fez renascer.

Foi o Espírito Santo que fez isto. O Espírito não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores. Mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.
Harmonia dentro do homem. Era dentro, no coração, que os discípulos precisavam de ser mudados. A sua história diz-nos que a própria visão do Ressuscitado não basta; é preciso acolhê-Lo no coração. De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo, se não se vive como ressuscitados. E é o Espírito que faz viver e ressurgir Jesus em nós, que nos ressuscita dentro. Por isso Jesus, ao encontrar os Seus, repete: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19.21) e dá o Espírito. A paz não consiste em resolver os problemas a partir de fora – Deus não tira aos Seus tribulações e perseguições –, mas em receber o Espírito Santo.

Nisto consiste a paz, aquela paz dada aos Apóstolos, aquela paz que não livra dos problemas, mas, nos problemas, é oferecida a cada um de nós. É uma paz que torna o coração semelhante ao mar profundo: permanece tranquilo, mesmo quando as ondas estão revoltas à superfície. É uma harmonia tão profunda que pode até transformar as perseguições em bem-aventurança. Mas, em vez disso, quantas vezes permanecemos à superfície!

Em vez de procurar o Espírito, tentamos flutuar, pensando que tudo ficará bem se certo problema passar, se não virmos mais tal pessoa, se melhorar aquela situação. Mas isto é permanecer à superfície: superado um problema, chegará outro; e a ansiedade voltará. Não é afastando-nos de quem pensa diferente de nós que ficaremos tranquilos, não é resolvendo o problema presente que estaremos em paz. O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito.

Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia esteja posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida: uma pastilha atrás doutra para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo o Espírito.

É Ele que coloca ordem neste frenesi. É paz na ansiedade, confiança no desânimo, alegria na tristeza, juventude na velhice, coragem na prova. É Ele que, no meio das correntes tempestuosas da vida, mantém firme a âncora da esperança. Como nos diz hoje São Paulo, é o Espírito que nos impede de recair no medo, fazendo-nos sentir filhos amados (cf. Rm 8, 15). É o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une.

Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.

O Espírito Santo produz harmonia não só dentro, mas também fora, entre os homens. Faz-nos Igreja, compõe partes distintas num único edifício harmônico. Explica-o bem São Paulo que, ao falar da Igreja, repete muitas vezes a palavra «diferente»: «diferentes carismas, diferentes atividades, diferentes ministérios» (cf. 1 Cor 12, 4-6). Somos diferentes, na variedade das qualidades e dos dons. O Espírito distribui-os com criatividade, sem rebaixar nem nivelar. E, a partir desta diversidade, constrói a unidade. Assim procede desde a criação, porque é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. É especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um a sua, diferente. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é aquele que harmoniza, que dá a harmonia e dá a diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e há quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais "social", mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação.

E do ninho à seita, o passo é curto, também dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo.

Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar.  Podemos dizer que vivemos uma cultura do adjetivo que esquece o substantivo das coisas; e também em uma cultura do insulto, que é a primeira resposta a uma opinião com a qual eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria, não o proselitismo, os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço.  E tantas Igrejas fazem ações programáticas neste sentido de planos pastorais, de discussões sobre todas as coisas. Parece ser aquele o caminho a nos unir, mas este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele «vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado» (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa).

Irmãos e irmãs, rezemos-Lhe diariamente. Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós. Dai-nos a alegria da ressurreição, a perene juventude do coração. Espírito Santo, nossa harmonia! Vós que fazeis de nós um só corpo, infundi a vossa paz na Igreja e no mundo. Espírito santo, tornai-nos artesãos de concórdia, semeadores de bem, apóstolos de esperança.


 
Copyright © 2017 RCCSERGIPE - Renovação Carismática Católica de Sergipe.