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8 de fevereiro de 2017

Papa: Não se aprende, sozinho, a esperar. Não é possível.


A esperança é fonte de conforto recíproco: este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (08/02), na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Prosseguindo com a leitura da Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses, o Pontífice destacou que “a esperança cristã não tem somente um respiro pessoal, individual, mas comunitário, eclesial”.



“Não se aprende, sozinho, a esperar. Não é possível. A esperança, para se alimentar, precisa de um corpo, em que os vários membros se apoiam e se animam reciprocamente. Isto significa que esperamos, porque muitos irmãos e irmãs nos ensinaram a esperar e mantiveram viva a nossa esperança. Dentre eles se destacam os pequenos, os pobres, os simples e os marginalizados. Não conhece a esperança quem se fecha no próprio bem-estar. Espera somente em seu bem-estar e isso não é esperança. É segurança relativa”, disse Francisco. 

Corpo solidário

“Quem espera são aqueles que experimentam a cada dia a provação, a precariedade e o próprio limite. Esses nossos irmãos nos dão o testemunho mais bonito, mais forte, porque permanecem firmes na confiança em Deus, sabendo que além da tristeza, da opressão e da inevitabilidade da morte, a última palavra será a sua, uma palavra de misericórdia, vida e paz”, sublinhou ainda o Santo Padre. 
Segundo o Papa, “a morada natural da esperança é um corpo solidário. No caso da esperança cristã, este corpo é a Igreja”.

“Os primeiros a serem chamados a alimentar a esperança são aqueles aos quais foram confiados o cuidado e a orientação pastoral; e não por serem melhores do que os outros, mas em virtude do ministério divino, que supera as suas próprias forças. Por isso eles têm tanta necessidade de respeito, de compreensão e do apoio benevolente de todos.”

Consolo

Francisco sublinhou que “o Apóstolo Paulo pede a nossa atenção aos irmãos e irmãs cuja esperança corre maior risco de cair no desespero”:

“Refere-se aos desanimados, os frágeis, os oprimidos pelo peso da vida e das próprias culpas que estão sem forças para se levantar. Nestes casos, a proximidade solidária e o calor da Igreja deve fazer-se ainda mais intenso e amoroso, sob as formas de compaixão, que não é ter piedade, mas sofrer com o outro, aproximar-se de quem sofre, conforto e consolo.”

Como escreve Paulo aos Romanos, «nós, os fortes, temos o dever de carregar as fraquezas dos que são frágeis e não procurar aquilo que nos agrada». “Este dever não está circunscrito aos membros da comunidade eclesial, mas estende-se a todo o contexto civil e social como apelo a não criar muros mas pontes, a não pagar o mal com o mal mas vencer o mal com o bem, a ofensa com o perdão, a viver em paz com todos. O cristão nunca deve dizer: Você vai me pagar! Este não é um gesto cristão! A ofensa é vencida com o perdão.”

Espírito Santo

“Esta é a Igreja e isto é o que realiza a esperança cristã, quando assume os traços fortes e, ao mesmo tempo, tenros do amor. O amor é forte e tenro. É belo! O sopro vital, a alma desta esperança é o Espírito Santo. Sem o Espírito Santo não há esperança. Ele é quem molda as nossas comunidades, num Pentecostes perene, como sinais vivos de esperança para a família humana”. 

No final da audiência, o Papa Francisco recordou que nesta terça-feira (07/02), foi beatificado em Osaka, no Japão, Justo Takayama Ukon, leigo japonês martirizado, em Manila, em 1615. “Ao invés de negar sua fé, renunciou a honrarias e privilégios, aceitando a humilhação e o exílio. Permaneceu fiel a Cristo e ao Evangelho. Por isso, é um grande exemplo de fortaleza na fé e dedicação na caridade”.

O Papa lembrou que no próximo sábado, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, se realizará o 25º Dia Mundial do Enfermo. A celebração principal se realizará em Lourdes e será presidida pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin. Francisco convidou a rezar, por intercessão da Santa Mãe de Deus, pelos doentes, especialmente os mais graves e sozinhos, e também por todos aqueles que cuidam deles.  

6 de fevereiro de 2017

Papa: Quando você se torna escravo do amor, está livre!

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa iniciou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta. Francisco desenvolveu sua homilia partindo do Salmo 103, um canto de louvor a Deus por suas maravilhas.

“O Pai trabalha para fazer esta maravilha da criação e para fazer com o Filho esta maravilha da recriação. O Pontífice recordou que uma vez uma criança lhe perguntou o que Deus fazia antes de criar o mundo. E a sua resposta foi: “Ele amava”.


Não se refugiar na rigidez dos mandamentos

Por que então Deus criou o mundo? “Simplesmente para compartilhar a sua plenitude – afirmou o Papa – para ter alguém a quem dar e com o qual compartilhar a sua plenitude”. E na re-criação, Deus envia o seu Filho para “re-organizar”: faz “do feio, bonito; do erro, verdade; do mau, bom”.

“Quando Jesus diz: ‘O Pai sempre atua; também eu atuo sempre', os doutores da lei se escandalizaram e querem matá-lo por isso. Por quê? Porque não sabiam receber as coisas de Deus como um dom! Somente como justiça: ‘Estes são os mandamentos. Mas são poucos, vamos fazer mais. E ao invés de abrir o coração ao dom, se esconderam, procuraram refúgio na rigidez dos mandamentos, que eles tinham multiplicado por 500 vezes ou mais … Não sabiam receber o dom. E o dom somente se recebe com a liberdade. E esses rígidos tinham medo da liberdade que Deus nos dá; tinham medo do amor”.

O cristão é escravo do amor, não do dever

Por isso querem matar Jesus depois que diz isso, observou Francisco. Porque Ele disse que o Pai fez esta maravilha como dom. Receber o dom do Pai!”:

“E por isso hoje louvamos o Pai: ‘És grande Senhor! Nós te queremos bem porque me destes este dom. Salvou-me, me criou’. E esta é a oração de louvor, a oração de alegria, a oração que nos dá a alegria da vida cristã. E não aquela oração fechada, triste, da pessoa que não sabe receber um dom porque tem medo da liberdade que um dom sempre traz consigo. Somente sabe fazer o dever, mas o dever fechado. Escravos do dever, mas não do amor. Quando você se torna escravo do amor, está livre! Esta é uma bela escravidão! Mas eles não entediam isso”.

Receber o dom da redenção

Eis as “duas maravilhas do Senhor”: a maravilha da criação e a maravilha da redenção, da re-criação. O Papa então se questionou: Como recebe essas maravilhas?”:

“Como eu recebo isto que Deus me deu – a criação – como um dom? E se o recebo como um dom, amo a criação, protejo a Criação? Porque foi um dom! Como recebo a redenção, o perdão que Deus me deu, o fazer-me filho com o seu Filho, com amor, com ternura, com liberdade ou me escondo na rigidez dos mandamentos fechados, que sempre sempre são mais seguros – entre aspas – mas não dão alegria, porque não o faz livre. Cada um de nós pode perguntar-se como vive essas duas maravilhas, a maravilha da criação e ainda mais a maravilha da re-criação. E que o senhor nos faça entender esta grande coisa e nos faça entender aquilo que Ele fazia antes de criar o mundo: amava! Nos faça entende o seu amor por nós e nós podemos dizer – como dissemos hoje - ‘És tão grande Senhor! Obrigado, obrigado!’. Vamos adiante assim”.


18 de janeiro de 2017

Jesus no Litoral Sergipe: Um testemunho de amor



O Jesus no Litoral Sergipe aconteceu na cidade de Barra dos Coqueiros, entre os dias 04 e 08 de janeiro de 2017. Essa foi a 3ᵒ edição do projeto no estado, que contou com mais de 200 missionários vindos das três dioceses. A missão foi acolhida pelo Padre Fabiano dos Santos, pároco da paróquia Santa Luzia, onde ocorreram algumas atividades. 

A missão foi marcada por momentos de adoração, procissão com Jesus Eucarístico pelas ruas da cidade que contagiou as pessoas por onde passou, levando alegria e amor e um grande show com a Banda Filius Mater Dei. 

Os momentos de evangelização porta a porta e na praia marcaram a vida dos missionários, que evangelizavam e ao mesmo tempo eram evangelizados. Eles levaram o seu testemunho com o amor de Deus, pois eles falavam aquilo que experimentam no dia a dia.  






20 de novembro de 2016

Da Misericórdia à Chama Jubilar



O ano de 2016 foi marcado por dois acontecimentos importantes: o Ano Jubilar da Misericórdia, o qual se encerrará hoje, dia 20 e a Abertura do Ano Jubilar da RCC com o acender da Chama Jubilar em Julho na cidade de Aparecida (SP).

O Ano da Misericórdia se encerra, mas a misericórdia de Deus por seus filhos continua, e o chamado a sermos misericordiosos.

A chama que foi acessa em Aparecida (SP), está se espalhando por todas as dioceses do estado, a primeira a receber a chama foi à Diocese de Estância, em seguida a Arquidiocese de Aracaju e por último a Diocese de Propriá. E a partir dai se espalhou por todos os Grupos de Oração de Sergipe. E a alegria de Pentecostes se fez presente em cada cerimonia.

E hoje somos chamados a sermos guardiões dessa chama, e espalhá-la aos quatros cantos do estado. De levarmos a verdade, a verdade plena que é Jesus Cristo.

No próximo ano, teremos duas comemorações, uma com o Papa Francisco em Roma dia 29 de maio de 2017 com nossos irmãos da RCC de outros países, e uma aqui que acontecerá nos dias 28/07 a 02/07 na Canção Nova, na cidade de Cachoeira Paulista (SP). É o Deus misericordioso que se derrama de amor por nós!

Rumo ao Jubileu de Ouro da RCC!

16 de novembro de 2016

Audiência: suportar com paciência as fraquezas do próximo

Quarta-feira é dia de Audiência Geral no Vaticano. Na Praça S. Pedro, cerca de 25 mil fiéis e peregrinos ouviram o Papa Francisco falar de uma obra de misericórdia que todos conhecem, mas que dificilmente se coloca em prática: suportar com paciência as fraquezas do próximo.

“Com grande facilidade, sabemos reconhecer a presença de pessoas que podem nos incomodar. Logo pensamos: por quanto tempo deverei ouvir as lamentações, as fofocas, os pedidos ou os triunfos desta pessoa?”, questionou o Papa, recordando que na maioria das vezes são pessoas próximas a nós, como parentes e colegas de trabalho.

Na Bíblia, Deus nos ensina a ser pacientes e misericordiosos, como Ele mesmo o foi com o povo hebreu que se lamentava contra Ele durante o Êxodo, ou como Jesus que, aos Apóstolos tentados pelo poder e pela inveja, procurava, com muita paciência, fazer-lhes enxergar aquilo que era o essencial na sua missão.

Exame de consciência

É fácil falar dos defeitos dos outros, disse o Papa, mas nós fazemos um exame de consciência para ver se somos nós que importunamos?

Neste sentido, são importantes também outras duas obras de misericórdia: ensinar os ignorantes e corrigir os que erram. “Penso por exemplo nos catequistas – entre os quais as muitas mães e religiosas – que dedicam tempo para ensinar às crianças os elementos basilares da fé. Quanto esforço, sobretudo quando os jovens preferiram brincar ao invés de ouvir o catecismo!”

Acompanhar na busca do essencial é belo e importante, disse o Papa, porque nos faz compartilhar a alegria de saborear o sentido da vida. Diante de pessoas que buscam satisfações imediatas e efêmeras, é muito importante saber dar conselho, admoestar e ensinar.  

Evitar as tentações da inveja, ambição e adulação

Para Francisco, ensinar a descobrir o que o Senhor quer de nós e como podemos corresponder significa colocar-se no caminho para crescer na própria vocação e evitar de cair na inveja, na ambição e na adulação – tentações sempre à espreita inclusive entre os cristãos.

Todavia – advertiu o Pontífice –, aconselhar, admoestar e ensinar não nos devem fazer sentir superiores aos outros, mas nos obriga a olhar para nós mesmos para verificar se somos coerentes com aquilo que pedimos aos outros.

“Não nos esqueçamos das palavras de Jesus, concluiu o Papa: ‘Por que olha para o cisco no olho do irmão, ignorando a trave que está no seu? Que o Espírito Santo nos ajude a ser pacientes em suportar e humildes e simples ao aconselhar.”

Infância e Adolescência

Depois de sua catequese, o Pontífice recordou que no próximo domingo, 20 de novembro, celebra-se o Dia Mundial dos direitos da infância e da adolescência.

“Faço um apelo à consciência de todos, instituições e famílias, para que as crianças sejam sempre protegidas e o seu bem-estar, tutelado, para que jamais caiam em formas de escravidão, recrutamento em grupos armados e maus-tratos. Faço votos de que a comunidade internacional possa proteger suas vidas, garantindo a cada menino e menina o direito à escola e à educação, para que seu crescimento seja sereno e olhem com confiança para o futuro.” 


8 de novembro de 2016

Papa: "Sede de poder e deslealdade são incompatíveis com o serviço"


Para servir bem o Senhor, não podemos ser desleais e nem buscar o poder. É a síntese da homilia de Francisco na missa celebrada na manhã da terça-feira (08/11), na Casa Santa Marta. O Pontífice reiterou que não se pode servir Deus e o mundo.

“Somos servos inúteis”, disse o Papa, reiterando que “todo verdadeiro discípulo do Senhor deve repetir esta afirmação repetir a si mesmo”.

O desejo de poder nos impede de servir o Senhor

Mas quais são, questiona o Papa, os obstáculos que nos impedem de servir o Senhor com liberdade? São muitos, constata com amargura, e “um é a sede de poder”:

“Quantas vezes vimos, até em nossas casas: ‘aqui sou eu que comando!’. E quantas vezes, sem dizê-lo, fizemos ouvir aos outros ‘que aqui eu comando’, não? Mostrar isso... A sede de poder... E Jesus nos ensinou que aquele que comanda se torna como aquele que serve. Ou se alguém quiser ser o primeiro, seja servidor de todos. Jesus reverte os valores da mundanidade, do mundo. E este desejo de poder não é o caminho para se tornar um servo do Senhor, ao contrário: é um obstáculo, um destes obstáculos que rezamos ao Senhor para que afaste de nós”.

Não à deslealdade de quem quer servir Deus e o dinheiro

O outro obstáculo, prossegue Francisco, se verifica “também na vida da Igreja”, e é “a deslealdade”. E isto – adverte o Papa, acontece “quando alguém quer servir o Senhor enquanto serve outras coisas que não são o Senhor”.

“O Senhor nos disse que nenhum serviço pode ter dois patrões. Ou serve Deus ou serve o dinheiro. Foi Jesus que o disse. E este é um obstáculo: a deslealdade; que não é o mesmo de ser pecador. Todos somos pecadores e nos arrependemos disso, mas ser desleais é fazer jogo duplo, não? Jogar à direita e à esquerda, jogar com Deus e jogar com o mundo, não? Isto é um obstáculo. Aquele que tem sede de poder e aquele que é desleal dificilmente podem servir ou serem servos livres do Senhor”.
Estes obstáculos, a sede de poder e a deslealdade, retoma Francisco, “tiram a paz e te causam um tremor no coração que não deixa em paz, mas sempre ansioso”. E isto, reitera, “nos leva a viver naquela tensão da vaidade mundana... viver para aparecer”. 

O serviço de Deus é livre, nós O servimos como filhos, não como escravos

Quanta gente “vive somente para ser vitrina, para aparecer, para que digam: 'Ah, como ele é bom...', tudo pela fama. Fama mundana”. E assim, - é a sua advertência -, “não se pode servir o Senhor”. Por isso, - acrescenta -, “pedimos ao Senhor para remover os obstáculos para que com serenidade, seja do corpo, seja do espírito”, possamos “dedicar-nos livremente ao seu serviço”:

“O serviço de Deus é livre: nós somos filhos, não escravos. E servir Deus em paz, com serenidade, quando Ele mesmo tirou de nós os obstáculos que tiram a paz e serenidade, é servi-Lo com a liberdade. E quando servimos o Senhor com liberdade, sentimos a paz ainda mais profunda, não é verdade? Da voz do Senhor: 'Oh, vem, vem, vem, servo bom e fiel’. E todos nós queremos servir o Senhor com bondade e fidelidade, mas precisamos de sua graça: sozinhos não podemos. E por isso, pedir sempre esta graça, que seja Ele a remover esses obstáculos, que seja Ele a nos dar essa serenidade, essa paz do coração para servi-Lo livremente, não como escravos: mas como filhos”.

“Liberdade no serviço”. Francisco evidencia assim que também quando o nosso serviço é livre, devemos repetir que “somos servos inúteis” conscientes de que sozinhos não podemos fazer nada. “Somente - afirma - devemos pedir e dar espaço para que Ele faça em nós, e Ele nos transforme em servos livres, em filhos, não em escravos. Que o Senhor - é a invocação do Papa - nos ajude a abrir o coração e deixar trabalhar o Espírito Santo, para que remova de nós esses obstáculos, especialmente o desejo de poder que faz tanto mal, e a deslealdade, a dupla face de querer servir Deus e o mundo”. “E assim - concluiu – nos dê essa serenidade, essa paz para poder servi-Lo como filho livre, que no final, com muito amor, Lhe diz: 'Pai, obrigado, mas o Senhor sabe: eu sou um servo inútil”.


21 de agosto de 2016

Juninho Cassimiro envia a carta do mês de agosto para todos os artistas

No dia 22 de agosto viveremos a intercessão pelo ministério de música e artes, Juninho Cassimiro envia a carta do mês de agosto para todos os artistas com o título "O louvor por amor, aos moldes de Maria!". Durante esses anos os artistas tem feito uma profunda formação através das meditações aos moldes de Maria. Podemos citar nesse mês uma frase encontrada na carta de agosto, "Até os serafins podiam descer do céu para aprender no coração de Maria a maneira de se amar a Deus." (S. Afonso de Ligório), você pode conferir o texto completo através do link, www.musicaeartesrcc.com/mobilizacao ainda nesse mesmo link encontram-se todas as cartas dos meses anteriores.

20 de agosto de 2016

Família, Alicerçada em Deus, dá Certo

Queridos irmãos, nesta Semana da Família estabelecida pela Pastoral da Família da CNBB, queremos dirigir uma mensagem aos casais que enfrentam muitas dificuldades na condução de suas famílias e, também aos casais de noivos, que estão sonhando com o dia em que, no altar do Senhor, selarão este pacto de amor, através da ação do Espírito Santo.

Nos tempos atuais, o Inimigo tem investido ferozmente em ataques contra a Família, instituição de caráter divino (Gn 1,27). Tem-se difusas ideias como: “casamento é o bom viver. Não precisa do Sacramento”, “Não vale apena ter filhos, por causa das drogas, da violência em geral, pois estes quando crescem só dão trabalho”, “Família necessariamente não precisa ser formada por duas pessoas de sexos opostos”.

Tais concepções, vão entrando em nossa mente e muitas das vezes, até influenciam em nossas decisões. Por isso, que, com o nosso testemunho, queremos levar aos casais uma mensagem de que vale sim apena formar uma família, pois se a construirmos alicerçada em Deus, não estará fadada ao fracasso e sim ao sucesso, porque tudo podemos Naquele que nos fortalece (Fil 4, 13).

Há 23 anos atrás, algumas concepções como as citadas acima e outras já eram correntes em nosso meio. Lembramos de um fato que marcou. Em nossa Paróquia tinha um padre que dizia “quem ganha apenas um salário mínimo não pode casar”. Esta frase, no primeiro momento, nos inquietou, pois já estávamos noivos e apenas um trabalhava e recebia exatamente um salário mínimo. Entretanto, como éramos de caminhada em um grupo de oração da RCC, colocamos diante do Santíssimo esta questão e todas as demais inquietações: não tínhamos casa própria, o desejo de ter filhos etc.

No dia 10 de dezembro de 1993, mesmo sem ter tudo o que o “mundo” diz ser indispensável para formar uma família, refiro-me a bens materiais, e que são importantes, mas não determinantes, decidimos, após quatro anos e meio de namoro, comparecer ao Altar do Senhor e selar o nosso amor. 

Não demorou muito para que as bênçãos de Deus começassem a ser derramadas. No dia 23 de dezembro do mesmo ano, eu (Gilson) recebi a correspondência do Tribunal de Justiça de Sergipe para assumir o cargo de Técnico Judiciário, fruto de um concurso que tinha feito há quase quatro anos atrás. Tomei posse e passei a ganhar cinco salários mínimos. Seis meses depois, minha esposa ficou grávida. Morávamos numa casinha alugada de apenas dois compartimentos, todos bem apertadinhos. Mas nosso filho Deninho foi recebido com muita alegria e ali cresceu e viveu um bom tempo, fazendo a alegria da casa.

Anos depois, através de um programa do Governo Federal, fomos agraciados por Deus com uma casa grande em um Bairro nobre de nossa Capital, na qual vivemos até hoje. Nosso filho cresceu e hoje faz faculdade e, o mais importante, guarda a semente da Palavra de Deus, que desde pequenino, nos retiros da RCC, foi plantada em seu coração.

Podemos hoje, depois de 23 anos de casamento, enfrentando muitas dificuldades, é verdade, mas sempre seguros nas mãos de Deus, podemos dizer: Obrigado Senhor por nos fazer conhecer e nos unidos pelo Sacramento da Ordem, pelo filho que nos destes, pelos bens materiais concedidos e, principalmente pelos espirituais, adquiridos durante a caminhada no GO.
“Onde tem Família tem Alegria”

Gilson Rodrigues e Joelma da S. Rodrigues
Coordenadores Estaduais do Ministério Para as Famílias

18 de agosto de 2016

Família: Rever atitudes e práticas pastorais

Neste ano, há motivações especiais para celebrar a Semana Nacional da Família, dentro mês vocacional de agosto: temos os ricos ensinamentos exortações pastorais do Papa Francisco, na Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, sobre a alegria do amor no matrimônio e na família. Este também é o tema do curso anual do clero da Arquidiocese de São Paulo, em Itaici.
Para muitos, o casamento e a família “tradicionais” já foram superados e substituídos por diversas formas de união, que pretendem ter reconhecimento igual ao que sempre foi tido como casamento e família. Para outros, a família é como um barco à deriva e já não vale a pena dedicar-lhe esforços, para tentar salvá-la. Será assim mesmo?
Por que o Papa Francisco exorta a Igreja e a sociedade a dedicarem uma renovada atenção ao casamento e à família?  O motivo é simples e profundo, ao mesmo tempo: a família é um bem para a pessoa, a comunidade humana e para a própria Igreja. Casamento e família, embora sejam expressadas em diversas formas culturais, não são meros produtos da cultura, mas são parte integrante da natureza humana e, portanto, parte do desígnio de Deus Criador. Por isso, se “Deus viu que era bom, muito bom” (cf Gn 1,31), a Igreja, como anunciadora e testemunha daquilo que se refere a Deus, não pode deixar de se interessar pelo casamento e a família.
No entanto, a atenção à família e ao casamento é complexa, uma vez que se trata de realidades profundamente ligadas às contingências humanas, históricas e culturais. É preciso anunciar o ensinamento da Igreja, mas também é necessário confrontar-se com as realidades que temos diante de nós, e que não correspondem sempre ao ideal que anunciamos. Foi por isso que o Papa convocou uma assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos (2014) para refletir sobre a situação atual do casamento e da família no mundo e sobre os desafios que daí decorrem para a missão evangelizadora da Igreja.
Seguiu-se a Assembleia ordinária do Sínodo, em 2015, para refletir sobre a vocação e a missão da família no contexto atual da Igreja e da sociedade; as reflexões foram assimiladas pelo Papa e traduzidas na Exortação Apostólica Amoris Laetitia, sobre a alegria do amor no casamento e na família. Uma afirmação de Francisco permite-nos perceber logo por que a Igreja continua a acreditar que é importante e vale a pena tratar do assunto: “as famílias não são um problema; elas são, sobretudo, uma oportunidade” (nº 7). Aonde quer chegar o Papa com as exortações dadas?
Penso que o Documento aponta para novas posturas e novas práticas em relação ao casamento e à família. O Papa não fez mudanças doutrinas no ensino da Igreja sobre casamento e família. Mas, isso sim, insiste sobre novas práticas evangelizadoras e pastorais, que vão desde a melhor compreensão e o renovado anúncio do “Evangelho do casamento e da família” na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja, passando por uma atenção carinhosa aos jovens que se preparam ao casamento, pelo acompanhamento dos casais e das famílias novas, por uma atenção especial e misericordiosa em relação aos casais e famílias que crises e angústias.
Mas as novas práticas pastorais também passam por novas práticas canônicas quanto à verificação da validade dos casamentos e da possibilidade de realizar um casamento válido diante da Igreja. Enfim, fazendo eco às manifestações das duas assembleias sinodais, o Papa Francisco exorta a Igreja toda a ser acolhedora e misericordiosa em relação a todas as famílias, mesmo quando não é possível “regularizar” as situações contrastantes com o ensino da Igreja; ninguém deve encontrar fechadas as portas da Igreja, mesmo quando não dá para atender ao que as pessoas pedem. O Papa lembra que a Igreja não condena ninguém antecipadamente, mas aponta a todos o caminho da misericórdia e da conversão; a todos indica as riquezas inesgotáveis do Evangelho da salvação e convida a caminhar por elas.
Em poucas palavras, eu diria que Francisco nos tira da “zona de conforto” e nos leva a rever atitudes eclesiais e práticas pastorais em relação ao casamento e à família. Aqui também se aplica o conceito de “conversão pastoral”, que ele usou na Exortação Apostólica “Evangelli Gaudium (A Alegria do Evangelho”, 2014). A caridade pastoral e o desejo de fazer chegar a todos a Boa Nova da salvação ajudarão a realizar as mudanças necessárias.

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

 
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