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24 de maio de 2018

Eu me aproximei de Deus estando na Universidade



Soa até contraditório o título. Eu já ouvi falar que as pessoas se afastam de Deus quando adentram no âmbito acadêmico. Aconteceu comigo no primeiro semestre. Mudei mais uma vez de cidade pra estudar e foram difíceis os primeiros semestres, ainda não estava envolvida num Grupo de Oração local, em alguns domingos houve desencontros e eu não conseguia participar da Santa Missa, quando chegava lá e via as portas da Igreja fechada, meu coração rasgava. 

Fui então entrando num deserto espiritual, eu não sentia mais Deus, já não ouvia mais a sua voz. Foi um ano sofrido. Deus continuava ali, mas a minha cegueira e coração ressequido já não O notava. 

Foi então que Ele quebrou a minha surdez, adentrou no meu coração, limpou a minha visão. No silencio do meu quarto, interrompido pelo barulho do meu choro, Ele me dizia que era à força da minha fraqueza. Deus reverteu toda a situação. Não foi em apenas uma noite, não foi num passe de mágica, mas num constante mostrar: "Eu não desisto de você, não importa onde você esteja, és minha e nada mudará isso." 

Ele precisava primeiro trabalhar em mim para então fazer com que eu O transbordasse para o outro. É a pedagogia de Deus. Ele não quer empregados que obedeçam a suas ordens e comandos em série. Ele quer filhos que experimentam do Seu Amor que de tão grande não fica guardado em nós e há a necessidade de O difundir. Amor dado é Amor multiplicado. 

Da fraqueza humana enraizada na fortaleza de Deus nasceu o nosso Grupo de Oração Universitário (GOU). O nosso GOU. E Deus sempre generoso nos encontrava naqueles 30 minutos de Oração Comunitária. Deus nos alcançava. Deus nos acolhia. Tirava-nos da correria dos trabalhos, aula, provas, atividades para nos dizer: "O Teu tempo também é meu".

Lembro bem quando muitas vezes o meu coração se alegrava mais com o grupo na universidade do que com a própria universidade. A gente sabe o quanto cansativa e desgastante é a vida universitária. Mas repito: Deus nos alcançava.

A universidade nunca foi minha prioridade

Eu era irresponsável? Meu curso era integral, fazia PIBIC, durante dois anos cursei um técnico paralelamente, fazia minhas atividades. Ela não era minha prioridade, mas eu precisava honrar a Deus nos meus estudos. 

Muitos colegas me achavam "a louca", "Como você está sempre nos eventos da Igreja nos finais de semana e entrega tudo?", "Como você da conta?". No meu interior o meu questionamento era outro: "Como eles conseguem viver inteiramente para universidade sem enlouquecer?". Os encontros, missões, retiros que eu participava, era justamente "o combustível" que eu precisava pra retornar a mais uma semana muitas vezes exaustiva. 

E Deus me honrava. Eu falava com toda certeza e gratidão do meu coração: Deus me honrava. 

Sabe aquela frase "Cuida das minhas coisas que Eu cuido das suas" ela é o concreto da minha vida. Nunca, em momento algum, ao me doar no Serviço do Reino Deus me desamparava nas minhas atividades acadêmicas. Eu sei, Minha Mãezinha estava sempre aprouver junto a Jesus o vinho novo, a necessidade para Aquele momento. Era um verdadeiro milagre. E não falo milagre por que eu saía pra missão e Deus ia lá, sentadinho, escrever meus textos científicos. Mas Ele me dava condições para que eu mesma com as forças d'Ele cumprisse minhas atividades dentro e fora da universidade. Diversos são os testemunhos acadêmicos. Diversos. Esses são os meus, mas Deus age particularmente na vida de cada um que se entrega verdadeiramente a Ele e vive o "Primeiro a Deus sobre todas as coisas". 

Deus pode te honrar naquela matéria difícil, sem que você se manche desonestamente colando. Deus pode transformar seu projeto de pesquisa em um dos premiados da Universidade. Deus te fazer tirar um dez, quando a sua primeira nota foi um três. Deus pode! Porque "Deus age com o seu extraordinário no ordinário da nossa vida". 

Deus cuida de você, quer esteja tentando entrar na universidade, pensando em qual curso fazer; reze, pergunte ao Senhor. Quer esteja no percurso; reze, peça a Deus que seja sua força nos dias mais difíceis e a Sua gratidão nos dias de alegria. Quer esteja se formando; reze, peça a Deus que seja a sua Certeza em meio às inseguranças do que virá daqui pra frente. Em todas as situações: reze, Ele tem cuidado de nós em todas as coisas. "e, todas as coisas, são todas as coisas." 

Não tenha medo de ser de Jesus por inteiro, de ser canal d'Ele na sua Universidade. Olhe a sua volta, existem pessoas que ainda não experimentaram desse Amor? Se sim, sua missão ainda não acabou. 

Deixe-se ser amado e cuidado por Ele, e seja o Amor e Cuidado de Deus para alguém. 



Jissely Moura- Coordenadora do Ministério Universidades Renovadas (MUR) na Arquidiocese de Aracaju/SE.

30 de setembro de 2017

Encontrar Jesus, esse é o motivo principal para estarmos aqui


Você quer ser curado? Essa é a pergunta que Jesus nos faz hoje!

Assim, Frei Elias Vella  iniciou a primeira pregação do Encontro Estadual por Cura e Libertação: “Jesus cura, liberta e salva, Ele não nos obriga, espera o nosso SIM, assim como fez como o servo de Jericó “o que queres que eu faça por ti? Precisamos estar limpos. Precisamos pedir insistentemente, pois foi o próprio Jesus que falou que se "pedir receberá".
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A cura só pode ser completa quando encontramos Jesus em nossas vidas.

Frei Elias prosseguiu afirmando que quando louvamos não acrescentamos nada a Deus, somos nós que começamos a mudar através do louvor. Quanto mais louvamos maior nossa intimidade com Ele. Pois o encontro com Jesus se dá através de uma experiência. E muitos têm esse encontro por conta do sofrimento. “Muitos o seguiram porque queriam ser curados”.

Mas devemos da um passo adiante, ir além do estágio de cura e libertação, do encontro de Deus que cura. Encontrar o “Jesus mestre”, aquele que ensina. Para perguntarmos: Senhor o que devo fazer?

É nesse encontro que viveremos a experiência do silencio, de escutar a Deus, de leitura da bíblia, palavra vida, onde Deus fala conosco. E deveremos seremos capazes de discernir: “o que Deus quer de mim?” E vamos perceber que os planos de Deus nem sempre serão nossos planos. 




18 de agosto de 2017

Inscrição para o Encontro Estadual por Cura e Libertação


É com muita alegria que anunciamos que nos dias 30 de setembro e 01 de outubro de 2017, no espaço de evento Gonzagão, em Aracaju/SE, ocorrerá o nosso Encontro Estadual por Cura e Libertação. E terá a presença de Frei Elias Vella, franciscano conventual, escritos e exorcista. 

Sua história...

Frei Elias Vella nasceu na Baía de São Paulo, em Malta. Filho do casal Vincent e Maria, Freddie – seu nome de batismo –, tem uma irmã, Mary. Ele é membro da Província Maltense dos Franciscanos Menores Conventuais. Formou-se teólogo em 1965 pela Universidade Laterana, em Roma (Itália). Por 24 anos foi professor de Teologia Dogmática e Teologia Pastoral no INSERM (Instituto Nacional Studiorum Ecclesiasticorum, Religiosorum Melietensium). 

Este instituto prepara estudantes religiosos de diversas ordens, academicamente e para o sacerdócio. Frei Elias foi Ministro Provincial em sua província, de 1974 a 1986 e pároco em sua cidade natal. Ele foi nomeado pelo arcebispo de Malta, Dom Joseph Mercieca como Representante para a Vida Religiosa em Malta e, mais tarde, Exorcista Oficial da Arquidiocese de Malta. 

Ele é autor de mais de 40 publicações pelo mundo em diversos idiomas: maltês, inglês, italiano, tcheco, eslovaco e português. Somente no Brasil, já são 13 títulos, todos com o selo da Palavra & Prece Editora (São Paulo/Brasil), incluindo “O AntiCristo”, “Deus te quer por inteiro” e “O líder de fé”.
Fonte: http://palavraeprece.com.br/freieliasvella/



INSCRIÇÕES PELO SITE ENCERRADAS !


                                                         

Inscrições somente no local do evento:

      R$ 30 só a participação.


Para maiores informações procurar os Coordenadores Diocesanos :

    Charlton (Diocese de Estância : (79) 9-8102-8251
    Márcia (Arquidiocese) : (79)9-9964-1602
    Patricia (Diocese de Propriá) : (79) 9-9812-0508

5 de julho de 2017

Congressinho Estadual de Ouro da RCC Sergipe

28 de junho de 2017

Congresso Estadual de Ouro da RCC Sergipe


2 de abril de 2017

Papa: Por mais pesado que seja o passado, não barremos a entrada do Senhor


Carpi (RV) – Na manhã deste domingo o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na localidade de Carpi, atingida por um terremoto em 2012 e que provocou 28 mortes e grandes danos materiais. Setenta mil fiéis participaram da celebração.

O Papa partiu de helicóptero do Vaticano às 8h15min, tendo aterrissado cerca de 1h30min mais tarde no campo de rugny “Dorando Pietri”. Eis a sua homilia na íntegra:

“As leituras de hoje nos falam do Deus da vida, que vence a morte. Concentremo-nos, em particular, no último dos sinais milagrosos que Jesus realiza antes de sua Páscoa, no sepulcro de seu amigo Lázaro.

Ali parece que tudo acabou: o túmulo está fechado por uma grande pedra; ao redor, somente choro e desolação. Também Jesus está abalado pelo mistério dramático da perda de uma pessoa querida: “Comoveu-se profundamente” e ficou “muito perturbado”. Depois “chorou” e dirigiu-se ao sepulcro, diz o Evangelho, “mais uma vez profundamente comovido”. É este o coração de Deus: afastado do mal mas próximo de quem sofre; não faz desaparecer o mal magicamente, mas compartilha o sofrimento, o assume e o transforma habitando-o.

Observemos porém que, em meio à desolação geral pela morte de Lázaro, Jesus não se deixa tomar pelo desconforto. Mesmo sofrendo Ele mesmo, pede que se creia firmemente; não se fecha no choro, mas comovido, coloca-se a caminho em direção ao sepulcro. Não se deixa dominar pelo ambiente emotivo resignado que o circunda, mas reza com confiança e diz: “Pai, eu te dou graças”. Assim, no mistério do sofrimento, diante do qual o pensamento e o progresso se quebram como moscas no vidro, Jesus nos dá o exemplo de como nos comportar: não foge do sofrimento, que pertence a esta vida, mas não se deixa aprisionar pelo pessimismo.

Em volta daquele sepulcro, acontece assim um grande encontro-choque. De um lado, existe a grande desilusão, a precariedade da nossa vida mortal que, atravessada pela angústia pela morte, experimenta frequentemente a derrota, uma obscuridade interior que parece intransponível. A nossa alma, criada para a vida, sofre sentindo que a sua sede de eterno bem é oprimida por um mal antigo e obscuro. Por um lado existe esta derrota do sepulcro.

Mas por outro lado há a esperança que vence a morte e o mal que tem um nome: a esperança se chama Jesus. Ele não traz um pouco de bem estar ou algum remédio para prolongar a vida, mas proclama: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Por isto decididamente diz: “Tirai a pedra!” e a Lázaro grita em alta voz: “Vem para fora!”.

Queridos irmãos e irmãs, também nós somos convidados a decidir de que parte estar. Se pode estar do lado do sepulcro ou do lado de Jesus. Há também quem se deixa fechar na tristeza e quem se abre à esperança. Há quem permanece preso nos escombros da vida e que, como vocês, com a ajuda de Deus, levanta os escombros e reconstrói com paciente esperança.

Diante dos grandes “porquês” da vida temos dois caminhos: ficar a olhar melancolicamente os sepulcros de ontem e de hoje ou aproximar Jesus de nossos sepulcros. Sim, porque cada um de nós já tem um pequeno sepulcro, alguma zona um pouco morta dentro do coração; uma ferida, uma injustiça sofrida ou cometida, um rancor que não dá trégua, um remorso que vai e volta, um pecado que não se consegue superar.

Identifiquemos hoje estes nossos pequenos sepulcros que temos dentro e convidemos Jesus para ir lá. É estranho, mas seguidamente preferimos estar sozinhos nas grutas obscuras que temos dentro, antes que convidar Jesus para estar lá; somos tentados em buscar sempre nós mesmos, remoendo e nos afundando na angústia, lambendo as chagas, antes que ir até Ele, que diz: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.

Não deixemo-nos aprisionar pelas tentações de permanecer sozinhos e desconfiados, chorando por aquilo que nos acontece; não cedamos à lógica inútil e inconclusiva do medo, do repetir resignado de que vai tudo mal e nada é mais como antes. Esta é a atmosfera do sepulcro; o Senhor deseja ao invés disto, abrir o caminho da vida, o do encontro com Ele, da confiança nele, da ressurreição do coração, o caminho do “Levanta-te! Levanta-te, saia!”. É isto que nos pede o Senhor, e Ele está ao lado de nós para fazer isto.

Ouçamos então como dirigidas a cada um de nós as palavras de Jesus a Lázaro: “Vem para fora!”; vem para fora do emaranhado da tristeza sem esperança; desata as vendas do medo que criam obstáculo no caminho; os laços das fraquezas e das inquietações que te bloqueiam, repete que Deus desata os nós. Seguindo Jesus aprendemos a não amarrar a nossa vida nos problemas que se apresentam; sempre existirão problemas, sempre, e quando resolvemos um, pontualmente chega outro. Podemos porém encontrar uma nova estabilidade, e esta estabilidade é precisamente Jesus, esta estabilidade se chama Jesus, que é a ressurreição e a vida: com ele a alegria habita o coração, a esperança renasce, a dor se transforma em paz, o temor em confiança, a prova em oferta de amor. E mesmo que não faltem os pesos, haverá a sempre a sua mão que nos levanta novamente, a sua Palavra que nos encoraja e diz a todos nós, a cada um de nós: “Venha para fora! Venha para mim!”. Diz a todos nós: “Não tenham medo!”.

Também a nós hoje, como então, Jesus diz: “Tirai e pedra!”. Por mais pesado que seja o passado, grande o pecado, forte a vergonha, não barremos a entrada do Senhor. Tiremos diante d’Ele a pedra que lhe impede de entrar: é este o tempo favorável para remover o nosso pecado, o nosso apego às vaidades mundanas, o orgulho que nos bloqueia a alma, tantas inimizades entre nós, nas famílias... esta é o momento favorável para remover todas estas coisas.

Visitados e libertados por Jesus, peçamos a graça de ser testemunhas de vida neste mundo que tem sede dele, testemunhas que suscitam e ressuscitam a esperança de deus nos corações cansados e pesados pela tristeza. O nosso anúncio é a alegria do Senhor vivo, que ainda hoje diz, como a Ezequiel: “Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu”.


8 de fevereiro de 2017

Papa: Não se aprende, sozinho, a esperar. Não é possível.


A esperança é fonte de conforto recíproco: este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (08/02), na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Prosseguindo com a leitura da Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses, o Pontífice destacou que “a esperança cristã não tem somente um respiro pessoal, individual, mas comunitário, eclesial”.



“Não se aprende, sozinho, a esperar. Não é possível. A esperança, para se alimentar, precisa de um corpo, em que os vários membros se apoiam e se animam reciprocamente. Isto significa que esperamos, porque muitos irmãos e irmãs nos ensinaram a esperar e mantiveram viva a nossa esperança. Dentre eles se destacam os pequenos, os pobres, os simples e os marginalizados. Não conhece a esperança quem se fecha no próprio bem-estar. Espera somente em seu bem-estar e isso não é esperança. É segurança relativa”, disse Francisco. 

Corpo solidário

“Quem espera são aqueles que experimentam a cada dia a provação, a precariedade e o próprio limite. Esses nossos irmãos nos dão o testemunho mais bonito, mais forte, porque permanecem firmes na confiança em Deus, sabendo que além da tristeza, da opressão e da inevitabilidade da morte, a última palavra será a sua, uma palavra de misericórdia, vida e paz”, sublinhou ainda o Santo Padre. 
Segundo o Papa, “a morada natural da esperança é um corpo solidário. No caso da esperança cristã, este corpo é a Igreja”.

“Os primeiros a serem chamados a alimentar a esperança são aqueles aos quais foram confiados o cuidado e a orientação pastoral; e não por serem melhores do que os outros, mas em virtude do ministério divino, que supera as suas próprias forças. Por isso eles têm tanta necessidade de respeito, de compreensão e do apoio benevolente de todos.”

Consolo

Francisco sublinhou que “o Apóstolo Paulo pede a nossa atenção aos irmãos e irmãs cuja esperança corre maior risco de cair no desespero”:

“Refere-se aos desanimados, os frágeis, os oprimidos pelo peso da vida e das próprias culpas que estão sem forças para se levantar. Nestes casos, a proximidade solidária e o calor da Igreja deve fazer-se ainda mais intenso e amoroso, sob as formas de compaixão, que não é ter piedade, mas sofrer com o outro, aproximar-se de quem sofre, conforto e consolo.”

Como escreve Paulo aos Romanos, «nós, os fortes, temos o dever de carregar as fraquezas dos que são frágeis e não procurar aquilo que nos agrada». “Este dever não está circunscrito aos membros da comunidade eclesial, mas estende-se a todo o contexto civil e social como apelo a não criar muros mas pontes, a não pagar o mal com o mal mas vencer o mal com o bem, a ofensa com o perdão, a viver em paz com todos. O cristão nunca deve dizer: Você vai me pagar! Este não é um gesto cristão! A ofensa é vencida com o perdão.”

Espírito Santo

“Esta é a Igreja e isto é o que realiza a esperança cristã, quando assume os traços fortes e, ao mesmo tempo, tenros do amor. O amor é forte e tenro. É belo! O sopro vital, a alma desta esperança é o Espírito Santo. Sem o Espírito Santo não há esperança. Ele é quem molda as nossas comunidades, num Pentecostes perene, como sinais vivos de esperança para a família humana”. 

No final da audiência, o Papa Francisco recordou que nesta terça-feira (07/02), foi beatificado em Osaka, no Japão, Justo Takayama Ukon, leigo japonês martirizado, em Manila, em 1615. “Ao invés de negar sua fé, renunciou a honrarias e privilégios, aceitando a humilhação e o exílio. Permaneceu fiel a Cristo e ao Evangelho. Por isso, é um grande exemplo de fortaleza na fé e dedicação na caridade”.

O Papa lembrou que no próximo sábado, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, se realizará o 25º Dia Mundial do Enfermo. A celebração principal se realizará em Lourdes e será presidida pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin. Francisco convidou a rezar, por intercessão da Santa Mãe de Deus, pelos doentes, especialmente os mais graves e sozinhos, e também por todos aqueles que cuidam deles.  

6 de fevereiro de 2017

Papa: Quando você se torna escravo do amor, está livre!

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa iniciou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta. Francisco desenvolveu sua homilia partindo do Salmo 103, um canto de louvor a Deus por suas maravilhas.

“O Pai trabalha para fazer esta maravilha da criação e para fazer com o Filho esta maravilha da recriação. O Pontífice recordou que uma vez uma criança lhe perguntou o que Deus fazia antes de criar o mundo. E a sua resposta foi: “Ele amava”.


Não se refugiar na rigidez dos mandamentos

Por que então Deus criou o mundo? “Simplesmente para compartilhar a sua plenitude – afirmou o Papa – para ter alguém a quem dar e com o qual compartilhar a sua plenitude”. E na re-criação, Deus envia o seu Filho para “re-organizar”: faz “do feio, bonito; do erro, verdade; do mau, bom”.

“Quando Jesus diz: ‘O Pai sempre atua; também eu atuo sempre', os doutores da lei se escandalizaram e querem matá-lo por isso. Por quê? Porque não sabiam receber as coisas de Deus como um dom! Somente como justiça: ‘Estes são os mandamentos. Mas são poucos, vamos fazer mais. E ao invés de abrir o coração ao dom, se esconderam, procuraram refúgio na rigidez dos mandamentos, que eles tinham multiplicado por 500 vezes ou mais … Não sabiam receber o dom. E o dom somente se recebe com a liberdade. E esses rígidos tinham medo da liberdade que Deus nos dá; tinham medo do amor”.

O cristão é escravo do amor, não do dever

Por isso querem matar Jesus depois que diz isso, observou Francisco. Porque Ele disse que o Pai fez esta maravilha como dom. Receber o dom do Pai!”:

“E por isso hoje louvamos o Pai: ‘És grande Senhor! Nós te queremos bem porque me destes este dom. Salvou-me, me criou’. E esta é a oração de louvor, a oração de alegria, a oração que nos dá a alegria da vida cristã. E não aquela oração fechada, triste, da pessoa que não sabe receber um dom porque tem medo da liberdade que um dom sempre traz consigo. Somente sabe fazer o dever, mas o dever fechado. Escravos do dever, mas não do amor. Quando você se torna escravo do amor, está livre! Esta é uma bela escravidão! Mas eles não entediam isso”.

Receber o dom da redenção

Eis as “duas maravilhas do Senhor”: a maravilha da criação e a maravilha da redenção, da re-criação. O Papa então se questionou: Como recebe essas maravilhas?”:

“Como eu recebo isto que Deus me deu – a criação – como um dom? E se o recebo como um dom, amo a criação, protejo a Criação? Porque foi um dom! Como recebo a redenção, o perdão que Deus me deu, o fazer-me filho com o seu Filho, com amor, com ternura, com liberdade ou me escondo na rigidez dos mandamentos fechados, que sempre sempre são mais seguros – entre aspas – mas não dão alegria, porque não o faz livre. Cada um de nós pode perguntar-se como vive essas duas maravilhas, a maravilha da criação e ainda mais a maravilha da re-criação. E que o senhor nos faça entender esta grande coisa e nos faça entender aquilo que Ele fazia antes de criar o mundo: amava! Nos faça entende o seu amor por nós e nós podemos dizer – como dissemos hoje - ‘És tão grande Senhor! Obrigado, obrigado!’. Vamos adiante assim”.


18 de janeiro de 2017

Jesus no Litoral Sergipe: Um testemunho de amor



O Jesus no Litoral Sergipe aconteceu na cidade de Barra dos Coqueiros, entre os dias 04 e 08 de janeiro de 2017. Essa foi a 3ᵒ edição do projeto no estado, que contou com mais de 200 missionários vindos das três dioceses. A missão foi acolhida pelo Padre Fabiano dos Santos, pároco da paróquia Santa Luzia, onde ocorreram algumas atividades. 

A missão foi marcada por momentos de adoração, procissão com Jesus Eucarístico pelas ruas da cidade que contagiou as pessoas por onde passou, levando alegria e amor e um grande show com a Banda Filius Mater Dei. 

Os momentos de evangelização porta a porta e na praia marcaram a vida dos missionários, que evangelizavam e ao mesmo tempo eram evangelizados. Eles levaram o seu testemunho com o amor de Deus, pois eles falavam aquilo que experimentam no dia a dia.  






 
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